AUTISMO Esperança pela Nutrição de Cláudia Marcelino – Por Dra Pollyana Aoki

Hoje gostaria de compartilhar com vocês trechos desse livro. Ele foi escrito pela mãe do Maurício, um menino autista e que através da Nutrição teve uma melhora nos sintomas fisiológicos e comportamentais.

Livro

Por que eu quis usar somente esse livro como bibliografia para falar sobre o AUTISMO? Porque ele é extremamente realista e prático para as famílias. Além disso, a segunda parte é composta somente por receitas que são explicadas de maneira muito didática. Essa edição é de 2010 e a autora menciona alguns produtos que na época não encontrávamos no Brasil. Hoje temos acesso a eles através de casas especializadas em produtos naturais.

Outra coisa muito interessante, é que pacientes celíacos, alérgicos, diagnosticados com TDAH, intolerantes e adeptos de uma dieta sem glúten e sem leite com certeza se beneficiarão com esse livro.
Vale a pena a leitura!!!

PARTE 1:

Quando retiramos da alimentação os alimentos e produtos que os prejudicam (glúten e leite) e aumentamos a oferta de nutrientes, damos a oportunidade do corpo trabalhar adequadamente e de os outros tratamentos serem mais bem aproveitados. Glúten, caseína, corantes, glutamato, aspartame e muito açúcar são comprovadamente, um problema comum para a maioria das pessoas.
Mas a partir desse ponto, há crianças que apresentam fortes reações com outros alimentos como milho, soja, adoçantes, mandioca (aipim), batata e alimentos ricos em fenóis. Às vezes, essas intolerâncias são tão ou mais importantes que as provocadas por glúten, caseína e outros. No geral, o que se nota é uma diminuição (não extinção) de sintomas e um aumento de atenção, disposição e participação que facilitam o trabalho em geral e a convivência.

Os resultados práticos da dieta, demonstrados tanto nos estudos clínicos como na experiência de pais pelo mundo todo, são:

✓ Melhora do nível de concentração

✓ Melhora do contato ocular

✓ Diminuição do comportamento auto e heteroagressivo

✓ Diminuição das estereotipias motoras e verbais

✓ Impulso positivo na afetividade

✓ Melhora na linguagem xverbal e não-verbal

✓ Resolução dos problemas gastrintestinais

✓ Melhora do sono

✓ No geral, observa-se um comportamento melhor em 70% das crianças que estejam sob correta aplicação da dieta

As proteínas são longas cadeias de aminoácidos e as que causam mais problemas em autistas são as proteínas do leite, do glúten e da soja. Quando essas proteínas não são quebradas adequadamente e continuam formando cadeias de dois ou mais aminoácidos, essas cadeias são denominadas de peptídeos. Os peptídeos de glúten e caseína possuem o mesmo efeito de droga da morfina e de opióides. Uma vez que estes peptídeos estejam na corrente sanguínea, eles podem se ligar aos receptores de opiatos no cérebro, causando toda a gama de sintomas dessas drogas.
Muitas crianças do espectro autista são loucas por alimentos a base de leite e glúten a ponto dos pais a considerarem viciadas nesses produtos. É muito comum no autismo, ver crianças que só se alimentam de leite, ou iogurte, biscoitos e massas. A criança pode não querer se alimentar de outros alimentos porque eles não vão lhe dar o “prazer” que esses alimentos lhe dão, exatamente como uma droga. É por esse motivo também que algumas crianças reagem violentamente quando entram na dieta, é a reação de abstinência pela retirada de “sua droga”. Como esses peptídeos opiáceos imitam o efeito de uma droga, eles reagem com áreas do cérebro e se comportam como drogados.

Colocando a Dieta em Prática – Como Começar

1. Retire toda a ALIMENTAÇÃO VAZIA – balas, pirulitos, refrigerantes, caramelos, jujubas, gelatinas, salgadinhos (amendoins confeitados, salgadinhos de pacotes), pipocas de micro-ondas, etc. Esse tipo de alimentos é somente um aglomerado de químicos, derivados do petróleo, corantes, conservantes etc.

2. Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos – o nível de toxina ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de alumínio e de enlatados, o preparo de alimentos em micro-ondas e a utilização de recipientes plásticos ou armazenados em caixas plásticas.

3. Higienize sua cozinha – utilize panelas e utensílios de inox e embalagens de plásticos BPAFree. Utilize somente água mineral tanto para beber como para preparar os alimentos.

4. Diminua o consumo de ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

5. Diminua o consumo de AÇÚCAR

6. Retire todo o LEITE ANIMAL e seus DERIVADOS

7. Retire os alimentos com GLÚTEN

PARTE 2: (As receitas do livro são baseadas em todos os conceitos que a autora aprendeu).

“Toda mudança alimentar é penosa, sem contar com um universo totalmente novo de ingredientes para a maioria das famílias. Todas as receitas são sem glúten, caseína, corantes, glutamato, aspartame e químicos que comprometem a dieta em si e é consenso entre todos os profissionais que seguem essa linha de tratamento.” Cláudia Marcelino

Feliz dia do Nutricionista!!!

Até semana que vem!

Dra Polly
IG: @nutri_pollyaoki

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