A Dislipidemia e a importância de se alimentar bem – Por Dra Pollyana Aoki.

A dislipidemia ou hiperlipidemia é uma doença extremamente prevalente no Brasil e no mundo . Seu diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, onde observamos o aumento nas taxas dos lipídios (gordura) no sangue, principalmente do colesterol e dos triglicerídeos. Essas gorduras são importantes para que o corpo funcione, mas em EXCESSO, colocam as pessoas em alto risco de infarto, derrame e pancreatite aguda.

O colesterol encontra-se distribuído por todo o corpo humano. Cerca de 70% do colesterol circulante é produzido pelo fígado e o restante provém da dieta, principalmente dos alimentos de origem animal como leite integral e derivados, carnes gordas e derivados, miúdos (moela, coração, fígado, cérebro) e frutos do mar. Todas as gorduras são a mistura de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. O que varia é o percentual de cada um desses ácidos graxos nos alimentos.

Os ácidos graxos saturados e as gorduras trans além de aumentar os níveis de “colesterol ruim”, podem diminuir o “colesterol bom” no sangue. Muitas margarinas vegetais e outras gorduras utilizadas na panificação e na fabricação de produtos industrializados (biscoitos, bolos e outros doces) contem as gorduras trans. Os salgadinhos de pacotes, chocolates, pipocas de microondas, batatas congeladas (para fritar) também contem esse tipo nocivo de gordura!

Cuidado com o execesso no consumo desses tipos de alimento quando industrializados. Foto: internet.

Vamos entender o que é o “bom colesterol” e “mau colesterol”: como o colesterol é insolúvel na água, utiliza-se lipoptoteínas para seu transporte. A LDL-colesterol (do inglês low density lipoprotein) ou seja, lipoproteína de baixa densidade também conhecida como “mau colesterol” ou “colesterol ruim” leva o colesterol do fígado para o sangue e tecidos. E a HDL-colesterol (do inglês High density lipoprotein) ou seja, lipoproteína de alta densidade é conhecida como o “bom colesterol” porque remove o excesso de colesterol e traz de volta ao fígado onde será eliminado. Taxas elevadas de LDL estão associadas a altos índices de aterosclerose. Quando LDL está em excesso no sangue lesa os vasos e ainda se deposita na parede formando as placas de ateroma (gordura).

Foto: internet.

Os triglicerídeos são um outro tipo de gordura no sangue e sua elevação está relacionada também com as doenças anteriormente citadas (infarto, derrame, pancreatite, entre outras). Se no exame laboratorial as taxas de LDL e triglicerídeos estiverem acima do normal, os riscos do surgimento dessas patologias aumentam.

Nos dias atuais, onde predominam o sedentarismo, a alimentação rica e abundante em gordura, farinha branca e açúcar livre, a obesidade, o estresse e o tabagismo , os estudos tem mostrado que as placas de gordura nas artérias (circulação) começam precocemente, ainda na INFÂNCIA!!! Forma-se um tumor de gordura (ateroma), no início frouxo e depois endurecido com o depósito de cálcio. Quando não há muito colesterol circulando no sangue, os ateromas quase não crescem, mas se houver muito LDL principalmente associada a taxa elevada de triglicerídeos, o ateroma crescerá progressivamente.

Pacientes com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo das gorduras. É muito importante o acompanhamento do perfil lipídico (através dos exames de sangue) e o tratamento da dislipidemia para reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifestações de morbimortalidade cardiovascular.

Para o tratamento da dislipidemia há a necessidade de mudança no estilo de vida, a começar pela realização de exercícios físicos regulares, a suspensão do fumo em fumantes, a redução de peso em obesos e o controle do estresse. A dieta tem que prevalecer os antioxidantes, ser rica em cereais e derivados, preferencialmente não refinados (arroz, massa ou pão integral), alimentos frescos, frutas, vegetais, óleo de oliva extra-virgem, oleoginosas (nozes, amêndoas, castanhas…), grãos, peixe, frango e ovos. 

  

  

O paciente portador de dislipidemia precisa ser acompanhado por um médico Cardiologista e orientado por um profissional Nutricionista. Assim ele consegue melhorar e muitas vezes reverter o quadro, restaurando a sua saúde!!!

Até semana que vem!

Cuide da sua saúde através da alimentação!

Polly Aoki
IG: @nutri_pollyaoki

Biomassa de banana verde – Por Dra Pollyana Aoki

A biomassa da banana verde consiste em uma preparação feita com polpa de bananas verdes cozidas. Sua ação prebiótica vem do seu alto teor de amido resistente (que não é digerido e nem absorvido no intestino), que ao fermentar produz substâncias que são fontes de energia para as bactérias benéficas da nossa microbiota intestinal. Como consequencia combatemos a DISBIOSE (já fiz um post anterior sobre esse assunto), favorecendo a boa absorção de nutrientes, manutenção da integridade da mucosa intestinal, melhora da nossa imunidade, combate à constipação, ajuda na perda de peso e evitar o acúmulo de gordura abdominal e prevenção de algumas patologias como câncer de intestino, diabetes e colesterol alto. Também é fonte de vitamina A e vitaminas do complexo B, potássio, manganês e fósforo.Atualmente é uma boa opção de alimento para ser introduzido no nosso dia a dia, desde crianças, adultos, gestantes, nutrizes e idosos. Não há contra-indicação, apenas adequações de consumo diário. A orientação é não ultrapassar 02 (duas) colheres de sopa de biomassa de banana verde por dia. 
A biomassa de banana verde pode ser amplamente utilizada na culinária como um espessante para dar mais consistência nas receitas. Ela substitui boa parte das preparações que utilizam óleo, maionese, creme de leite e qualquer outro espessante e não altera ou interfere no sabor da receita. A biomassa também pode ser adicionada em sucos, sopas, molhos de tomate caseiros, feijão e no início do preparo do arroz.
Quando a biomassa é feita em casa, não serve utilizar a banana comprada em supermercados ou hortifrutis em geral, pois elas sofreram um processo de aceleração de amadurecimento com carbureto de cálcio. É preciso buscar a fruta em comércio orgânico ou produção caseira. Caso não consiga essa matéria-prima, aconselho comprar a farinha da banana verde em casas especializadas. Abaixo a receita para o preparo caseiro:
 

Foto: internet.
 
BIOMASSA DA BANANA VERDE

INGREDIENTES:

      5 BANANAS VERDES
      ÁGUA suficiente para cobrir a panela de pressão
 
MODO DE FAZER:
1. Destaque uma banana da outra, mas sem deixar abrir a casca e nem retirar a ponta. Ou seja, toda a parte interna da banana tem que continuar completamente envolta pela casca.
2. Lave cada uma das bananas com uma esponja e detergente.
3. Ajeite as bananas dentro de uma panela de pressão e cubra as bananas com água fervente. Leve ao fogo.
DICA: Se você estiver usando banana da terra (que é a melhor nesse caso), conte dez minutos a partir do início da pressão da panela. Desligue o fogo e deixe a pressão sair sozinha. Agora, se você for usar qualquer outro tipo de banana, quando a panela pegar pressão você já desliga e deixa que a pressão saia sozinha.
4. Quando a panela esfriar, abra e jogue a água fora, descasque as bananas e jogue fora as cascas.
5. Retire as polpas das bananas e coloque dentro de um processador ou liquidificador.
6. Ferva de 50 a 100 ml de água e adicione aos poucos enquanto você processa as bananas, apenas para chegar na consistência desejada.
7. Coloque em um pote hermeticamente fechado e guarde por até uma semana na geladeira.
 
DICAS:
DICA 1: Cada 100 gramas de Biomassa tem 95 calorias.
DICA 2: Nunca utilize a água do cozimento das bananas para misturar à polpa, pois ela contém tanino, que escurece a massa.
DICA 3: Você pode usar a biomassa em pratos salgados como feijão, purê e em doces como bolos e até cupcakes.
DICA 4: Para usar em bolos, o ideal é sempre acrescentar 1/3 de biomassa em relação a quantidade de farinha de trigo descrita na receita. Ou seja, se a receita pede 300 gramas de farinha, acrescente 100 gramas de biomassa.
DURAÇÃO: 1 semana na geladeira ou até 3 meses no freezer. Para descongelar basta deixar a biomassa em temperatura ambiente ou aquecê-la em banho-maria.
RENDIMENTO: Aproximadamente 500 gramas.

Até semana que vem!
Polly Aoki
IG: @nutri_pollyaoki
FONTE: Apostila Centro Europeu – Curitiba/Pr
 

Diabetes Gestacional – Por Dra Pollyana Aoki

 

Para continuar o tema” Diabetes” que Já postei por aqui, hoje vou falar dessa patologia que pode surgir na gravidez!

 

O diabetes gestacional é uma doença que também altera a maneira como as células utilizam a glicose (açúcar). Na gestação a placenta produz uma quantidade elevada de hormônios que impedem a insulina de transportar a glicose do meio extracelular para o intracelular, então o pâncreas materno aumenta a produção de insulina de forma compensatória para esse quadro de resistência à sua ação. Em alguns casos, este processo não ocorre e a gestante tem o seu nível de glicose aumentado no sangue desenvolvendo quadro de diabetes gestacional, situação que pode afetar o curso da gravidez e a saúde do bebê.

 

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e não é comum a presença de sintomas clássicos. É muito importante que a gestante pesquise a partir da 22ª – 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, como estão as taxas de glicose em jejum e a glicemia pós prandial (após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância à glicose), assim o médico poderá avaliar se os níveis estão dentro da normalidade. 

 

Há complicações quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino. A maior delas é o risco de crescimento fetal excessivo (macrossomia fetal), que é o bebê muito grande para a idade gestacional, aumentando a probabilidade de obesidade na infância ou adolescência. Há também o risco de doenças cardíacas, dificuldade para respirar ao nascer, icterícia, hipoglicemia após o nascimento e diabetes na vida adulta.

 

Para a gestante as complicações são o rompimento da bolsa amniótica antes da data prevista, parto prematuro, o feto não virar de cabeça para baixo antes do parto, aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2 em alguns anos e também de sofrer com a diabetes gestacional numa outra gravidez.

 

O diabetes gestacional tem cura quando o tratamento proposto é seguido corretamente. O aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto, assim como seguir uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas.

 

Para prevenir o diabetes gestacional é muito importante estar no peso ideal ANTES de engravidar, fazer o pré-natal, ser acompanhada pelo Nutricionista para orientar de forma correta a alimentação e monitorar o aumento de peso e, a partir da liberação médica, iniciar atividade física moderada e orientada por profissionais capacitados.
Até semana que vem!
Pollyana Aoki

IG: @nutri_pollyaoki 

OVO – um aliado para o emagrecimento por Dra Pollyana Aoki

Há alguns anos ele deixou de ser o VILÃO e passou a ser classificado como SUPER ALIMENTO, que nós Nutricionistas adoramos!!! Fica atrás somente do leite materno que é o alimento mais completo, mas o ovo reúne todos os nutrientes necessários à vida.
Fonte de Vitamina B12, vitaminas A,D,E e K, folato, aminoácidos, proteínas, colina, carotenóides, luteína e zeaxantina, minerais (pelo menos 14), e por aí vai. Tudo isso faz com que ele atue de forma positiva no tratamento de doenças cardiovasculares, regeneração macular e prevenção de catarata, tratamento de artrites, alergias, sistema imunológico, crescimento e desenvolvimento celular, proporciona uma série de benefícios para o cérebro (memória e concentração) e possui ação antioxidante, que protege as células das ações lesivas dos radicais livres, evitando o envelhecimento celular.
E porque ele ajuda a emagrecer? Porque ele aumenta a Adiponectina, que é um hormônio exclusivamente secretado do tecido adiposo na corrente sanguínea e seus níveis no plasma sanguíneo estão INVERSAMENTE relacionados com o percentual de gordura corporal em adultos. Esse hormônio é responsável pelo início em cascata de reações metabólicas que rapidamente transforma gordura corporal armazenada em energia.

Geralmente o ovo caipira vem com a gema mais alaranjada. Foto: internet.

O melhor ovo para ser consumido é o caipira ou orgânico, pois possui de 10 a 20x mais ômega 3 que o ovo branco de granja. No GERAL a quantidade recomendada é de pelo menos 01 ovo por dia (ou 7 ovos na semana) e preferencialmenete cozido, pois assim não há o acréscimo de gorduras e aumento de calorias.


Ele também pode ser consumido como omelete ou ovos mexidos feito com pouco ou sem óleo (ÓLEO DE COCO) em uma frigideira antiaderente. Há opção de “fritar” os ovos na água. Porém, lembre-se: o ovo jamais deve ser consumido cru ou com a gema mole, pois há o risco de infecções intestinais, como a por salmonela. E atenção!!! Outro cuidado é não armazená-los na porta da geladeira, pois neste local ele corre maior risco de trincar (em função do movimento de abrir e fechar) e oscilar a temperatura de armazenamento, essas duas situações propiciam a contaminação pela salmonela.
Tenham uma ótima semana!
Saúde!
Pollyana Aoki
IG: @nutri_pollyaoki

Diabetes Mellitus Tipo 2 por Dra Pollyana Aoki

 
Hoje vamos falar de um tipo de Diabetes Mellitus: o Diabetes tipo 2, que pode ser fatal se não tratada adequadamente. Essa doença afeta um grande número de pessoas no mundo inteiro e o mais preocupante é que muitas delas ainda não foram diagnosticadas.
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo metaboliza a glicose, nossa principal fonte de energia. No paciente com diabetes tipo 2 há uma combinação da resistência aos efeitos da insulina (hormônio que regula a entrada de açúcar nas células) e uma inadequada resposta da secreção compensatória desse hormônio para manter um nível de glicose normal. O mais comum na rotina do consultório é o paciente apresentar um quadro de muitos anos de hiperglicemia (glicose alta) e evoluir para o Diabetes tipo 2. Esse quadro que antecede o surgimento da doença já causou vários danos no organismo, mesmo não apresentando sintomas clínicos. O diagnosticado da Hiperglicemia é feito através de exames de sangue, principalmente a glicemia em jejum.
Qualquer pessoa pode ter Diabetes tipo 2, mas separei alguns fatores que tem maior risco de desenvolver a doença:
• Substituição dos bons hábitos alimentares tradicionais pelo aumento do consumo de gorduras saturadas, alimentação pobre em fibras, consumo elevado de produtos industrializados (ultraprocessados), dieta rica em açúcar e calorias vazias. Normalmente esses maus hábitos tem início na INFÂNCIA.

• Consumo elevado de álcool

• Obesidade e sobrepeso

• Apresentar gordura abdominal (que falei em um post anterior)

• Sedentarismo

• Stress

• Diabetes gestacional anterior

• Histórico familiar (parente de primeiro grau com Diabetes Mellitus)

• Hiperglicemia ou Pré-diabetes

• Nível baixo de colesterol HDL

• Triglicerídeos elevados

• Hipertensão arterial

• Síndrome de ovários policísticos

• Histórico de doença vascular

  

Foto: internet
 E os sintomas mais comuns associados ao Diabetes tipo 2 são

• Fadiga

• Urinar frequentemente (principalmente durante a noite)

• Aumento da sede

• Perda de peso

• Infecções frequentes

• Dificuldade na cicatrização

• Visão turva

• Disfunção erétil (impotência)

 
Normalmente para os pacientes com Diabetes tipo 2, não prescrevemos uma dieta de exclusão e sim priorizamos a qualidade e o baixo índice glicêmico dos alimentos que compõem as suas refeições e o fracionamento das mesmas. A quantidade de gordura saturada na dieta deve ser mínima. Uma dieta de baixo índice glicêmico inclui alimentos como farinha de trigo integral, aveia, frutas, legumes, grãos e vegetais no lugar de açúcar refinado, arroz e farinhas brancas, refrigerantes e batata. Isso leva a uma melhora nos níveis de colesterol e triglicerídeos, diminuindo também a sensação de fome.

Foto: internet

O endocrinologista é o médico que diagnostica e acompanha os pacientes portadores de Diabetes tipo 2 e o nutricionista estará corrigindo os erros alimentares, elaborando o plano alimentar, avaliando e acompanhando a evolução do tratamento.

 

Foto: internet
 
Até semana que vem!

Beijos

Polly Aoki
IG: @nutri_pollyaoki

Você sabe o que é Disbiose Intestinal? – Por Dra Pollyana Aoki

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Fonte: google.

Acredito que muitas pessoas não tenham o intestino saudável! Isso ocorre em função do desequilíbrio das bactérias probióticas (bactérias do bem) e bactérias patogênicas (bactérias que causam doenças).

A  disbiose intestinal é o transtorno no qual as “boas” bactérias ficam em minoria e o organismo torna-se debilitado já que a capacidade de defesa orgânica diminui. É sobre essa alteração que conversaremos hoje, pois ela está diretamente ligada ao excesso de gordura corporal, dificuldade de emagrecer, desconfortos gastrointestinais, afeta o sistema imunológico, trato genito urinário, promove quadros alérgicos, artrite reumatóide, acne, depressões, celulite , anemia, entre outros transtornos!

Infelizmente a “modernidade” levou à industrialização dos alimentos e a população reduziu o consumo de fibras, hortaliças e frutas. Com esses produtos industrializados a rotina alimentar “evoluiu” para a presença maciça de alimentos com alto índice glicêmico (açúcar, massas, pães, bolos e bolachas), refrigerantes, corantes, conservantes, adoçantes, glutamato monossódico (realçador de sabor), etc.  Todos esses promovem o desequilíbrio da flora microbiana intestinal (microbiota intestinal). Associado a isso ainda temos carnes vermelhas, embutidos, alimentos gordurosos, e em alguns casos o leite, ovos , soja, frutos do mar e gluten. Essa alimentação desequilibrada aliada a diversos fatores ambientais, como a poluição das grandes cidades, o estresse do dia a dia e o uso de medicamentos  tem influenciado no aumento dos casos de disbiose. Muitas vezes não damos a atenção necessária a esse órgão tão importante para o controle do nosso corpo!

O intestino é considerado o “segundo cérebro”, pois além de ser responsável pela reabsorção de água e nutrientes e pela eliminação de resíduos, também é responsável pela produção de 90% da serotonina (hormônio do prazer e bem-estar), síntese de algumas vitaminas e a defesa do nosso organismo.

O tratamento é feito através da REEDUCAÇÃO ALIMENTAR do paciente, com a introdução de fibras, grandes quantidade de vegetais, principalmente cenoura, couve-flor, repolho, escarola, cebola, alho e alho-poró, frutas, farinha de banana ou biomassa, arroz integral e leguminosas, juntamente com a redução daqueles alimentos ditos “agressores” (industrializados). Sob orientação de um Nutricionista, também devem ser prescritos probioticos (microorganismos vivos que melhoraram a microbiota intestinal) assim como outros suplementos que podem acelerar a recuperação do intestino.

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Fonte: google.

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Até semana que vem!

Dra Polly Aoki

IG (@nutri_pollyaoki)

Obesidade infantil – Como combater? – por Dra Pollyana Aoki

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Fonte: Google.

Hoje é cada vez mais comum e, PREOCUPANTE o excesso de peso nas crianças!! Independente do motivo que os pais levam os filhos ao consultório do Nutricionista, sempre será necessário: AMOR + PACIÊNCIA + EXEMPLO!!

Diversos fatores podem causar a obesidade infantil, sendo os mais comuns  os maus hábitos alimentares da criança e da família, sedentarismo e fatores genéticos. Normalmente é a combinação dos três que determina o quadro da doença. Esses quilos extras podem causar complicações desde a infância até a vida adulta, mesmo que a obesidade tenha sido revertida nesse tempo. Patologias como o diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto são algumas conseqüências da obesidade infantil não tratada. Além disso, a baixa autoestima pode levar à depressão.

Above view of a happy family of four having dinning  in front of their home.  [url=http://www.istockphoto.com/search/lightbox/9786778][img]http://dl.dropbox.com/u/40117171/family.jpg[/img][/url] [url=http://www.istockphoto.com/search/lightbox/9786750][img]http://dl.dropbox.com/u/40117171/summer.jpg[/img][/url]
Foto: istockphoto.com
O tratamento da obesidade é complexo e multidisciplinar e quando os limites são colocados de forma correta, as crianças sentem que são amadas ao perceberem que existem pessoas que se preocupam e gostam delas!!

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Fonte: google

Durante todo o tratamento é muito importante falarem a mesma línguaos pais, avós, cuidadores, tios, padrinhos… enfim TODOS os adultos envolvidos com a alimentação da criança precisam ter a mesma conduta no preparo e oferta das refeições, respeitar os horários, etc…cuidado com as palavrasa criança escuta e aprende TUDO, o que é bom e o que é ruim!! Não fale “mal” ou que não gosta de determinado alimento ou use frases do tipo: “O meu filho não come salada nem amarrado”! Sempre valorizar o POSITIVOcada alimento novo que experimentou, a fruta que não voltou na lancheira… toda mudança de acordo com o Plano Alimentar deve ser comemorada, comentada e parabenizada pelo maior número de adultos possível!! Deve ser uma FESTA!! Mas nada de presentes por causa disso, opte por “prêmios” como uma ida ao cinema… um passeio de bicicleta com a família…., ignorar o NEGATIVOo que não foi seguido do Plano Alimentar deve ser somente comentado, mas sem broncas! Exerça a sua autoridade – a criança precisa entender que a autoridade dentro de casa é dos pais, mas isso sempre tem que ser passado com AMOR e não com autoritarismo. As crianças (e os adultos também!!) precisam provar várias vezes um alimento antes de dizer que não gostam dele. Outra coisa importante é a criança, ou a família não assistir TV ou usar o computador na hora das refeições. Tenha perserverançase para um adulto a mudança de hábitos não é fácil, imagine para uma criança!  Tenha calma e paciência, mas JAMAIS DESISTA DA SAÚDE DE SEU FILHO!!

Para prevenir o excesso de peso na infância, ficam essas dicas para vocês:

  • Com relação à quantidade, é mais importante o seu filho comer uma MENOR quantidade de alimentos saudáveis (fontes de nutrientes), que comer GRANDES quantidades de alimentos de “calorias vazias” (ricos em açúcares, gorduras, conservantes, corantes e pobres em nutrientes).
  • Não oferecer líquidos durante as refeições (almoço e jantar). O ideal é ingeri-los até 15 min. antes e 2hs após. Dentro deste período, restrinja o volume ao máximo de 100 ml. A ingesta de bebidas com açúcar, muito calórica e sem valor nutricional significativo faz com que seu filho deixe de lado os alimentos que tem importância.
  • Monitorar o SONO. (Horários e qualidade)
  • Exposição ao BOM Sol.
  • Atenção à ingesta de água durante todo o dia.
  • Sempre incentivar as brincadeiras ao ar livre e a prática de uma atividade física (escolha uma que desperte interesse na criança). O Pilates por exemplo e um otimo aliado, ludico e consciente! Os esportes tao funcionam muito bem com as criancas, de opcoes para que elas encontrem o que de prazer, aliando a saude com a bricadeira.
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Fonte: google
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Pilates para criancas. Foto: Vincent McLean para Artistry in Motion.

Ate semana que vem!

Saude!

Polly

Instagram: @nutri_pollyaolki