Distorções e verdades sobre o Pilates Clássico – Por Myra Hirano

Eu e Susan Moran com quem tive a minha primeira experiência com o Pilates Clássico. Mas esse registro foi um ano depois na 12th Annual Meeting of the Pilates Method Alliance em Las Vegas – EUA- novembro de 2012. Foto: arquivo pessoal.

Assim como definir Pilates é difícil e complexo, falar do Pilates Clássico não é diferente. Eu poderia resumir em uma única frase: “Programa de exercícios, com sequências e intenções originais de seu criador Joseph Pilates”. Porém, uma técnica tão complexa quanto Pilates não pode ser restrita a esta única frase, até porque se trata de uma atividade física, onde existe uma prática corporal, complexa demais para descrevermos em uma só sentença. Com isso, o Método Pilates de linha Clássica acaba sofrendo uma distorção quanto ao seu real significado, principalmente por aqueles que nao conhecem e/ou não fizeram esse tipo de formação .

Eu com Stephanie Guimond instrutora nível IV Romana Kryzanowska no seu Studio em Londres na Inglaterra, um dos dois únicos Studios que tem formação da escola de Romana’s Pilates do Reino Unido, após uma super aula individual de Reformer e Mat Pilates. Maio 2015. Foto: arquivo pessoal.

Existem 3 características básicas para identificarmos quando se trata de uma aula do Instrutor do Método Clássico:

1 – Os exercícios utilizados para a prática são realmente apenas os criados por Joseph.

Porém existem muitas adaptações para cada indivíduo , sempre construídas pensando no corpo de cada cliente, levando em conta as suas necessidades, nunca modificando a intenção inicial do exercício e sim adaptando-o para cada indivíduo ,se preciso for, através da mudança de posicionamento de alguma parte do corpo, ou diminundo um arco de movimento, por exemplo.

Tudo em Pilates foi criado com uma razão para ser, com uma conexão coerente em suas sequências e uma progressão em seus movimentos em todo o Método.

2 – Se um instrutor de Pilates Clássico fizer o uso de outra técnica ele deixará bem claro para seu cliente que aquilo nao é Pilates e sim, a técnica tal…

Isso pode acontecer, dependendo do instrutor, mas sempre no início ou no final da aula, sempre antes ou após ter feito exercícios originais (adaptados para as necessidades do indivíduo ou não ) do Método Pilates, seja do solo ou nos aparelhos. Acontece desta forma pois o Método Pilates se diferencia de outras técnicas justamente por seus exercícios únicos, suas séries únicas e seus aparelhos feitos para esses exercícios exclusivos.

Além do mais, se eu utilizo outra técnica que é tão boa para aquele meu cliente, eu devo no mínimo informá-lo, para que ele entenda o que o corpo dele está fazendo e também em respeito e valorização das diferentes técnicas. Cada Método de condicionamento físico tem o seu valor e deve ser respeitado pelo instrutor e pelo praticante. 

3 – O Intrutor de Pilates Clássico respeita a ordem existente na sequência criada por Joseph Pilates no aparelho Reformer e na sua essência , o trabalho do Mat Pilates. Mas porque?

Porque sua ordem já é totalmente coerente, eficaz e diferenciada no que diz respeito ao aquecimento do corpo, fortalecimento, mobilização e alongamento, trabalhando em todos os planos corporais e com todos os movimentos em uma progressão, sempre preparando o corpo para o que vem a seguir. 

O que pode acontecer é adaptarmos para alunos que não são capazes de realizar certos exercícios, ou ainda porque não estão preparados, por isso vai existir uma adaptação ou omissão na sequência, continuanddo com os exercícios que aquele indivíduo é capaz de realizar. Para isso temos também os diferentes tipos de aula, para iniciante, intermediário e avançado e ás vezes podemos utilizar um acessório para facilitar essa adaptação, nunca criar um exercício aleatório no meio da aula de Pilates ou em cima de um aparelho da técnica que foge da proposta, da fluidez e do engajamento total.

Eu treinando em uma semana que estive fazendo aulas privadas com Alexandra Bohlinger, instrutora nível V Romana Kryzanowska, no True Pilates Durham na Inglaterra. Minha primeira experiência com os aparelhos clássicos da marca Gratz com as medidas originais. Abril de 2015. Foto: arquivo pessoal.

Pilates foi criado para preparar nossos corpos para se mover no dia-a-dia isentos de dor e previnir possíveis lesões, seja para uma atividade básica ou nos preparar para um esporte que iremos praticar na nossa vida. Não foi criado para produzir músculos salientes, não foi criado para utilizar muita carga, principalmente não sobrecarregar as articulações, não se deve ultrapassar o número de repetições , pois não devemos correr o risco de levar o músculo a fadiga. 

O objetivo global é obtermos qualidade de vida através do movimento. Por isso, seus exercícios originais são naturalmente funcionais, ou seja, eles reproduzem os movimentos que fazemos no dia a dia em nossas vidas, juntamente com a fluidez que garante a integração total do corpo enquanto estamos fortalecendo de forma profunda, alongando e preparando uma postura ideal através desse trabalho de corpo inteiro.
Se alguém modifica todos esses quisitos e modifica os exercicios em quantidade ao ponto de virar outro foco e perder toda a conexão da técnica, vira então outra técnica, que pode ter sido inspirada no Pilates, mas deixou de ser a mesma coisa com certeza.

A linha de Pilates Contemporânea é mais modificada mas não quer dizer melhor ou evoluída. Cada uma tem o seu valor sim. O que não podemos é aceitar que profissionais de uma linha fale inverdades da outra sem nenhum conhecimento. Ou profissionais inicialmente formados pela linha Contemporânea acharem que podem inserir exercícios diferentes, máquinas diferentes ao ponto de virar outro Método e dizer que este é um Pilates moderno e evoluído. A palavra Pilates, que ganhou seu alto valor justamente devido a sua eficácia original, está sendo totalmente prostituída no mercado a nível mundial e principalmente no Brasil.

O fato é que Contemporâneo ou Clássico, os dois são Pilates! Ambos tem o seu valor e tem suas diferenças. É muito simples entender que a forma com que a aula é conduzida é que será a maior diferença entre essas linhas. 

O problema é quando se modifica demais ao ponto de não ser mais os exercícios da técnica, ou inventar um repertório completmente novo em cima das máquinas de Pilates, e dizer que é Pilates. Ou ainda criar máquinas novas e dizer que está fazendo Pilates porque usa o abdomem como centro, utiliza uma respiração específica de Pilates (que nem existe) e tem princípios como concentração. Não será! Pilates não se resume a isso em lugar nenhum do mundo, do tempo e do espaço.

Agora confira a seguir 4 distorções comuns à respeito do Método Pilates Clássico de fontes que nunca tiveram uma formação em Clássico adequada para opinar:

1 – O Método Clássico é obsoleto e limitado. ERRADO!

A linha clássica foi denominada com o nome Clássico, pois é o trabalho mais próximo do original criado pelo seu criador, o que NÃO significa atrasado. Existem congressos de Pilates puramente Clássico, estudos e experiências de até 50 anos com esta linha no mercado. Existem considerações posturais baseadas na atual biomecânica e além disso, o Método de Joseph é naturalmente funcional, isento de sobrecargas, uma técnica que já estava à frente do seu tempo, já que foi criada em 1920 com um conceito de exercícios que se encaixam perfeitamente para a população de hoje.

Quem diz que o Clássico é limitado realmente aprendeu o método tão modificado que não teve a oportunidade de aprender seus exercícios, com as devidas intenções e condução corretas.

Como um dos exemplos concretos, podemos verificar que está catalogado 289 exercícios originais pela Pilates Method Alliance® em seu Guia de Estudo, APENAS exercícios criados por Joseph que vão do nível básico ao avançado. Sem contar com os de aquecimento que existem nos videos de aulas em grupo, ministradas por Joseph no famoso Jacob’s Pillow. Quantidades por apparatus:

36 – Mat Pilates

71 – Reformer

63- Cadillac

54 – Wunda/high Chair (sem contar com os da Baby Chair)

20 – Spine corrector

16 – Ladder Barrel

13 – Magic Circle

9 – Acessórios: Bean Bag, Finger corrector, toe corrector, foot corrector e Breath-a-cizor.

7 – Ped-o-pull (ped pole)

Total: 289 exercícios originais. Para quem nunca fez Pilates e está lendo este post, é importante informar que uma aula para iniciante, nível básico de duração de 1 hora, por exemplo, utilizamos uma média de 15 exercícios contando com um aquecimento (o Pre-Pilates), sem nenhum intervalo durante a aula. Por isso dizer que o método é ultrapassado e limitado é uma grande mentira. E se uma escola se propõe a ensinar o Método Pilates, deveria no mínimo ensinar esses 289 exercícios. Caso contrário, deveria nomear o então novo Método com o nome que preferir.

2 – O Método Pilates Clássico é pobre em movimentos de extensão da coluna e só trabalha em flexões. ERRADO!

A famosa curva em “C” da coluna está presente em muitos exercícios de Pilates, quando o trabalho é para ser em flexão do tronco, mas não é verdade que só existem movimentos em flexao!! Se você aprendeu os exercícios criados por Joseph, apenas no trabalho do Mat Pilates que é a sua essência composta de 34 exercícios originais descritos em sua obra Return to Life, vemos que existem 18 exercícios (MAIS DA METADE) em que a coluna é trabalhada em extensão, onde 11 tem um dos focos musculares nos músculos extensores da coluna vertebral, seja ativamente ou estabilizando, são eles:

Swan Dive 

One-leg Kick

Double Leg Kick

Scissors

Bicycle

Shoulder Bridge

Swimming

Leg Pull front

Leg pull

Rocking

Push-up

3 – A linha Clássica trabalha com a coluna totalmente retificada (reta). ERRADO!!!!!

Esse é talvez um dos conceitos mais distorcidos. A linha clássica prioriza o indivíduo! Joseph trabalhava em sua maioria aulas individuais em seu Studio, progredindo seus clientes a partir de suas habilidades e limitações. Além do mais, dizer que ele trabalhava com a coluna completamente reta é impossível, acredito que essa afirmativa já morre a partir do momento em que a coluna cervical por exemplo nunca está retificada em seus exercícios!

Joseph Pilates era auto-ditada e não era um profissional da saúde ou do movimento com formação acadêmica ,e muitas vezes nao sabia externar /especificar seus conceitos, por falta de estudos científicos e dificuldade com a língua inglesa . E muito pelo contrário do que se acha, ao invés de lesionar as pessoas com seu Método ele até reabilitou muitas pessoas. Os instrutores do Pilates Clássico avaliam qual a melhor colocação da postutra ideal para cada indivíduo e para cada exercicio. Não existe uma só postura para pelve/coluna lombar. 

Sim, é verdade que na época em que ele criou o método ainda nao sabiamos que trabalhar com a coluna lombar e a pelve neutras, mantendo as curvaturas fisiologicas da coluna, faz com que sofremos menos sobrecarga e compressão. Porém, isso não se aplica a todos os indivíduos quando se trata de movimentos do Método Pilates e do corpo humano sempre, principalmente do repertório de solo. Cada indivíduo tem um corpo diferente, com compensações posturais diferentes, talvez lesões , desvios, etc. 

Por exemplo, para um indivíduo com hiperlordose, manter a neutra e super difícil, até nos exercicios básicos, e o aluno iniciante a maioria das vezes também. Eu por exemplo, já sou o contrário, eu tenho retificação lombar e hipermobilidade articular, com a prática do Pilates Clássico eu melhorei muito a minha postura pois trabalho o meu corpo naturalmente, me movimento tentando encontrar a minha postura ideal, que pode ser diferente da sua e que é diferente da de outra pessoa.

Se avaliarmos a obra Return to Life, Joseph nunca menciona que a coluna deve ser completamente reta ao praticar a Contrologia. As únicas vezes que ele faz o uso da palavra FLAT (RETO) é para se preparar para exercícios de flexão da coluna, a maioria se iniciam na posição deitada. Ele quer dizer para levar a lombar ao solo e sempre para se preparar para uma flexão, um movimento pequeno e profundo, não é para sair tirando o sacro do chão em uma grande retroversão como acham, o abdomem é quem faz esse acionamento profundo. E a coluna cervical está com a lordose fisiológica sempre preservada nas fotos, nunca retificada, talvez até flexionada demais às vezes. O fato é que a região lombar entra na curva acompanhando a flexão de toda a coluna e não fica reta.

Portanto, dizer que a linha Clássica prioriza o trabalho de força com a coluna reta é também um conceito muito distorcido. Existe aí uma confusão do que a ciência dizia e se aplicava na época e da aplicabilidade no Método diretamente em cada exercício.

Existem termos e posturas fundamentais como imprint e scoop que acredito também contribuirem para este equívoco, por profissionais que não são da linha Clássica não terem estudado desta forma e por isso não saberem como funciona na prática, simplificando com o que acham ou “ouviram falar” de outro da mesma linha Contemporânea.

Mas essa discussão de pelve neutra, pelve imprint, retificação, retroversão, anteroversão daria outro post, quem sabe não falaremos na semana que vem. O que pode-se afirmar é: a linha clássica não trabalha com sobrecargas em nenhuma articulação, prioriza o alongamento axial da coluna vertebral SEMPRE e todas esses mitos hoje falados como verdades por aí, dependerá é do instrutor que está aplicando a técnica, da condução da aula, seja da linha Clássica ou Contemporânea, NÃO sendo uma prioridade e característica do Clássico trabalhar sempre com a coluna reta ou em retroversão!

Eu e meu mestre Rodrigo Nanô, com quem fiz minha formação no Método Pilates Clássico , por quem tenho profunda gratidão de ter tido paciência para aguentar meus erros, minhas dúvidas e me deu coragem para enfrentar toda uma vida nova dentro da minha carreira , a qual dedico toda a minha vida! Março 2013.Foto: arquivo pessoal.

Então, se você é Instrutor do Método Contemporâneo, sugiro, que assim como eu (também fui por 6 anos, e fiz outra formação na linha Clássica) que completo em poucos meses 10 anos de carreira no Pilates, faça Workshops da linha Clássica para que você possa também conhecer a origem do que você trabalha. Independente de qual linha decidir seguir acho que é dever de qualquer indivíduo que se propõe a trabalhar com uma técnica, que conheça suas raízes para construir seu raciocínio dentro dela e se achar necessário, criar algo novo, sabendo bem de onde veio e pra onde vai.

Se você é Instrutor do Método Clássico nunca deixe de se atualizar em Congressos, cursos e workshops. A educação continuada, isso sim, é o maior diferencial de um profissional.

Se você é praticante de Pilates conheça as duas linhas e escolha a que seu corpo se adaptou melhor as suas necessidades e objetivos.

Se você nunca fez nenhuma aula de Pilates, agende agora mesmo e não vai se arrepender. 🙂

Para aqueles profissionais que não tem tempo e não podem investir em educação continuada no momento, sugiro uma assinatura no portal de aulas para instrutor : o pilatesology.com, apenas com aulas da linha Clássica.

Abaixo segue um exemplo de uma prática iniciante do incrível Jean Claude Nelson do Bluebird Pilates da Alemanha. Jean é instrutor da linha Clássica, treinado por Romana Kryzanowska, a pupila do Joseph Pilates que manteve o seu trabalho vivo durante a sua vida e deixou um enorme legado pelo mundo.

Jean Claude estará presente no Brasil ministrando aulas e Workshops no Congresso Classical Pilates Brasil, o primeiro congresso no Brasil 100% Clássico aberto à todos os instrutores do Método.

Para se inscrever acesse: http://www.classicalpilates.com.br/2015/

Um bom retorno à vida a todos!

Myra

IG: @myrapilates

Foot Corrector: corrigindo a postura a partir dos pés. Por Myra Hirano

 O Método Pilates é muito famoso por corrigir posturas e não é à toa que se houve falar muito sobre o assunto. Essa reputação foi construída justamente pelo resultado de seu fortalecimento profundo, sua fabulosa mobilização da coluna vertebral e o longelíneo alongamento muscular, proporcionados pelos seus exercícios naturalmente funcionais e máquinas específicas, sempre priorizando trabalhar o corpo como um todo.

Mas tem um outro fator, não menos importante que os supracitados, que também é responsável por ajudar a corrigir posturas e melhorar a nossa qualidade de vida através do controle corporal adquirido na Técnica de Pilates. Apesar de não ouvirmos muito à respeito, o trabalho dos pés é tão importante quanto contrair o abdomem! Para começar, ao praticarmos Pilates nós  não usamos sapatos, os pés estão livres para se exercitar. A consciência de cada pedacinho do nosso corpo deve estar presente em todos os nossos movimentos.

Os pés além de serem uma peça chave para nos movermos, eles são a base do nosso corpo. Como podemos passar uma vida, às vezes, sem dar importância a eles!? Pense em uma mesa ou uma cadeira, por exemplo, se o pé de uma delas nao estiver “forte” e sólido, essa cadeira/mesa vai ficar torta, pois no mínimo o peso não será distribuido corretamente para que haja o equilíbrio necesário. O mesmo acontece conosco, o pé é a nossa base, e a maioria das vezes só lembramos que ele existe quando o machucamos ou aparece algum problema combinado com dor. (Foto 1)
 

Foto 1: eu e minhas meias da marca toesox que deixam os dedos livres para um melhor trabalho dos pés, em posição de Pilates.
 

Além disso, se o pé nao faz o seu “trabalho”, o corpo começa a compensar em suas próximas articulações, os joelhos consequentemente terão que trabalhar “a mais”, se o joelho tem alguma injúria, o quadril é quem sofrerá com o trabalho “dobrado”, até que chegamos na conexão dos pés com a nossa coluna. Além da inervação e de outros aspectos que hoje não vamos entrar em detalhes , a conexão entre as articulações da parte inferior do nosso corpo tem que estar em harmonia no que diz respeito a suas funções, para que tenhamos suporte para aguentar várias forças agindo sobre o corpo, a começar pela gravidade.

Nós passamos o dia todo com os pés dentro de sapatos, a maioria das vezes nada confortáveis para os pés, ou no salto alto, muitas horas em pé , compensando a postura de alguma forma… o nosso dia-a-dia exige que os pés  estejam fortes, alongados e móveis! Uma ação bem simples que usamos eles é a marcha, os pés são a pimeira parte a se pensar quando andamos.

O que eu quero chamar atenção é o fato dos pés serem uma peça de extrema importância para a nossa vida e tão pouco cuidamos deles, o que eu vejo muito são as pessoas acharem que somente fortalecer o abdomem vai resolver todos os problemas da sua coluna e da vida também rsrsrs. Nao é bem por aí ! O Método Pilates trabalha os pés de forma dinâmica, ativa e ainda proporciona uma massagem na planta dos pés, primordial para o alívio de tensões que ocorrem nessa região , ajudando nas correções posturais e na melhora do equlíbrio, do seu desempenho na marcha à prática de esportes. 

Além de usarmos os movimentos de flexão de pés (planta e dorso) e a rotação de todo o membro inferior (incluindo o pé) sempre, temos exercícios específicos como a sequência do Footwork (do inglês  trabalho de pés) e o exercício Running (corrida), como o nome mesmo já sugere, presente em vários aparelhos como no Reformer, para trabalhamos a musculatura intrínsceca dos pés, o alongamento, a mobilização e uma massagem na planta do pé, proporcionada pela barra de pés (Foto 2). Em outros aparelhos e no próprio Reformer também exploramos o trabalho dos pés através das faixas e alças que posicionamos nos pés em diversos exercícios.
 

Foto 2.
 

E mesmo com todo esse trabalho super eficiente, Joseph Pilates ainda criou um acessório especialmente para essa parte do corpo, o Foot Corrector (corretor de pés). Um acessório único, como nenhum outro, que consiste em uma pequena plataforma, imitando uma palmilha, que tem pequenas molas que sustentam uma estrutura côncova, para que possamos justamente acoplar o arco plantar e/ou apoiar os metatarsos (à frente do arco) e o calcanhar (posterior ao arco) . (Foto 3)  Você pode pressionar qualquer parte da planta do pé e mover para cima e para baixo a estrutura côncava através das molas, ou deslizar a planta para frente e para trás proporcionanando alongamento, fortalecimento e massagem. 

Foto do meu pé trabalhando o calcanhar no Foot Corrector original no True Pilates Durham na Inglaterra. Foto 3.

Muitas disfunções e patologias dos pés são tratadas através do movimento, usamos o alongamento, a mobilização e também essa massagem. Fascite plantar, Neuroma de Morton, Queda do Arco Plantar, câimbra  e até mesmo na pós reabilitação de entorses de tornozelo, seriam alguns exemplos que podem ajudar a serem tratados com o uso do Foot Corrector. Além disso, podemos trabalhar de forma a previnir certas disfunções, melhorar o equilíbrio do corpo, aliviar tensões nas articulações superiores, melhorar a marcha e a postura!

No Brasil, você pode encontrar o Foot Corrector original, com as mesmas medidas feitas pelo seu criador Joseph Pilates, através do email aparelhos@nanopilates.com.br. Mas enquanto você ainda nao tem um Foot Corrector, como eu, ou no Studio que você , Instrutor de Pilates trabalha, não tem e você gostaria já de colocar em prática  alguns dos movimentos, você  pode utilizar bandas elásticas e pequenas bolas para te auxiliar (como as bolinhas terapêuticas ouriço bem duras), por exemplo. Assista os vídeos que fiz com a meia bolinha que tenho da Yamuna Foot Fitness (Foto 4), que comprei nos EUA e lembre-se de fazer todo o trabalho em um dos pés primeiro, quando terminar tudo, antes de passar para o outro pé fique em posição ereta nos dois pés  bem apoiados no chão e compare o pé já trabalhado com o que ainda está cheio de tensões . Lembrando que a bolinha não substitui o Foot Corrector, mas é uma forma de começarmos. 😉 

Meia bolinha ouriço da Yamuna Foot Fitness.

Para realizar a sequência dos vídeos a seguir, pense como se fosse progredindo a posição dos pés no seu Footwork, começando a massagear os dedos (Vídeo 1), em seguida use também a “bola” do pé (Vídeo 2), após isso passe para o arco (vídeo 3) e termina no calcanhar (Vídeo 4). No final, massageie o pé todo deslizando-o para frente e para trás (nesse você terá que apoiar a meia bolinha ou se estiver com uma inteira, apenas deslize ela no chão) (Vídeo 5). 

Posição do corpo: em pé com a coluna ereta, com o pé que não está massageando atrás e sempre utilizando-se do peso corporal para massagear o que está ativo no exercício. Aproveite para reparar se o seu pé tende a ir para fora, ou virar para dentro e corrija-o o máximo que puder enquanto o move. 

Espero ter contribuído para a reflexão sobre a importância dos nossos pés. Lembrando que nenhum aparelho substitui uma consulta médica quando se trata de uma patologia, procure o seu Médico e o seu Fisioterapeuta para te instruir o melhor caminho de tratamento e principalmente um profissional do Método Pilates para o conduzir corretamente quando se trata de sua prática em uma aula de Pilates. No mais, massageie seus pés todos os dias depois de um longo dia de trabalho, eles agradecem e o seu corpo também

😉 
Um bom retorno à vida a todos!
Myra

      

   

 

Pilates Autêntico com Alexandra Bohlinger – Por Myra Hirano

  

Hoje quero apresentar a vocês ​uma das professoras incríveis que eu tive a oportunidade de treinar na Inglaterra, e uma das responsáveis por me tornar uma profissional melhor e mais fiel ainda a esse Método único e fascinante que é o Método Pilates, a Alexandra Bohlinger. 

Eu e Alexandra Bohlinger em seu Studio True Pilates Durham na Inglaterra. Foto: arquivo pessoal.

Brasileira e carioca da gema, Alexandra Bohlinger nasceu no Brasil mas mudou-se para Nova York com 19 anos para estudar inglês e dança. Alexandra trabalhava em NY como Personal Trainer e também dava diversas aulas de dança em academias de prestígio, como a famosa rede americana Equinox, a Crunch e também na CanDo. Além de todo esse trabalho e vivências corporais, ela também alcançou a faixa preta em Tae Kwon Do, e com isso também ensinava Artes Marciais e simultaneamente competia em importantes campeonatos.

 

​Alexandra desejava melhorar suas habilidades de dança e foi assim que ela foi apresentada ao Método Pilates. Depois de sua primeira aula ela já estava decidida que se tornaria uma professora dessa técnica brilhante. “Eu vi o Método Pilates como uma maravilhosa vitamina, uma mistura de tudo que aprendi em uma só técnica!” disse ela. Alexandra começou no original True Pilates em New York (Dragos), onde treinou com ninguém menos que a lendária Romana Kryzanowska, a protegida do próprio Joseph Pilates. Ela é instrutora de nível V da Romana’s Pilates. Ela também estudou com professores como: Sari Mejia (filha da Romana), Cynthia Shipley, Anthony Rabara, Juanita Lopez, Pamela Pardi, Jerome Weinberg, Mejo Wiggin e Jay Grimes (mestre da primeira geração). 

  

Alexandra Bohlinger treinando no Cadillac. Foto: arquivo pessoal.
  

Depois de quase 7 anos morando em NY onde ensinou Pilates até para a cantora brasileira Daniela Mercury, Alexandra mudou para a Califórnia onde trabalhou para Mari Winsor em Hollywood e seus famosos clientes!

Alexandra e sua cliente, a cantora brasileira Daniela Mercury. Foto: arquivo pessoal.

 

Alexandra então abriu seu próprio estúdio em Manhattan Beach- Califórnia e lá trabalhou com atores, músicos, atletas e clientes desde dançarinos a idosos. 
 

Alexandra em seu Studio na Califórnia. Foto: Arquivo pessoal.
 

Além do seu Diploma de Personal Training adquirido nos USA ela estudou Educação Física na Inglaterra quando se mudou para Durham. Alexandra atualmente cursa Osteopatia e tem o seu próprio Estúdio chamado True Pilates Durham , Durham é a cidade onde ela vive hoje. Bailarina profissional, ela também faz parte do Ballet da Durham University. 
 

Alexandra dando aula em seu estúdio na Inglaterra, o True Pilates Durham. Foto:
 

 

Alexandra também tem diversas aulas de Pilates no famoso portal online americano genuinamente Clássico Pilatesology.com em meio a instrutores de alta qualidade de ensino e os seus vídeos são os únicos em português.

   

Alexandra dando aula em seu estúdio na Inglaterra, o True Pilates Durham. Foto: arquivo pessoal.
   

Bate-papo com a Alexandra

 

1 – O que significa Pilates para você?

 

​Pilates significa movimento com profunda força, alongamento, controle e fluIdez. O Pilates não é só uma forma de exercício mais sim um estilo de vida, uma completa conexão mente-corpo. Na verdade, a técnica de Pilates prepara as pessoas para qualquer forma de lifestyle. Joe dizia que Pilates é a arte da contrologia e a fundação para uma boa saúde. O tio Joe dizia também que você é tão jovem quanto a sua coluna. Pessoalmente eu ja ajudei pessoas de 13 a 96 anos , experiências como ajudar a consertar desvios como escolioses e até cuidar de atletas profissionais para atuarem melhor e com mais poder em suas funções.

Pilates me mantém forte, focada e equilibrada, pronta para o dia! Particularmente, o Pilates me ajudou a ter duas gestações maravilhosas e saudáveis, tive dois partos NATURAIS de dois bebês  saudáveis, enormes e pesados 🙂 Com a prática do Pilates, eu voltei em forma rapidamente e ainda me dá energia diariamente para brincar com os meus filhos, cuidar da minha casa e família. 

 
2 –  Qual é a sua palavra favorita em Pilates? 

 

Lengthening – alongamento, alongamento usando o ‘power house’ para alongar contra a gravidade. 
 

3 – Qual é o seu exercicio de Pilates predileto e porque? 

 

​’The Twist‘ na wunda chair, porque é como se todos os exercícios que fazemos fosse um building block, ou seja, construindo um exercício em cima do outro para que possamos fazer o teaser e consequentemente o Twist. O Twist é uma combinação de teaser e outros exercícios em um só! 
 

4 – O que você acha a respeito desse conflito entre as diferentes linhas – Pilates Autêntico x Clássico x Contemporâneo?

  

​Sinceramente eu penso que movimento/exercício com boa técnica e bom formato não importa o que seja, beneficia o nosso corpo. Acho que movimentar-se de qualquer forma é melhor do que ser sedentário. O movimento contemporâneo é válido mas sinceramente penso que é diferente do Pilates Autêntico. 

Acredito que o Pilates Contemporâneo perdeu um pouco da essência do ‘trabalho’ profundo obtido na Contrologia, pelo fato de ter quebrado tanto as seqüências dos exercícios em forma mais teurapeutIca para a fisioterapia. Vejo que as duas formas são bem ‘parecidas’ em termos de exercício individual, o que vejo em fotos por exemplo, mas quando feito em movimento é bem diferente. Acho que o que falta é treinamento pessoal de professores contemporâneos, é verdade que a maior parte deles não tiveram o privilégio de ter aulas privadas com professores clássicos de segunda geração da Romana para entender a seqüência e a forma de fazer os exercícios, usando a ‘fonte’ certa do corpo e a correta fluidez, para que eles pudessem comparar.

 

 ​Penso que o nome Pilates está sendo em alguns cenários divulgado apenas para fazer dinheiro e assim perdendo a essência da origem. Origem que inicialmente veio do seu criador Joe Pilates e sua esposa Clara em forma de Contrologia, alongando a coluna com exercícios e com a conexão do ‘power house‘. Essa técnica foi passada para Romana e agora os seus “discípulos” da segunda geração e espero que terceira geração etc… A Romana foi escolhida como a “filha” do Joe e Clara para manter e passar a técnica. Me sinto honrada e privilegiada em ter estudado com a Romana e passo puramente o que aprendi para todos que tem estudado comigo.

 

​O Pilates Contemporâneo é uma forma de Pilates que acredito ter sido modificada em algum lugar e tempo por professores que de repente até estudaram com o tio Joe, mas que adicionaram a sua própria interpretenção à técnica. Professores que eram talentosos em sua única maneira e forma, mas que misturaram a técnica com suas influências e experiências. E desses professores surgiram os seus discípulos que continuam a fazer o mesmo, adicionando suas “interpretações” e visões da técnica. Assim mudando a pura e original forma do Pilates/Contrologia. Sim, dou crédito a esta forma mas não sei se poderia dizer que as duas são a mesma coisa. Quando treino professores da linha contemporânea eles ficam de boca aberta e chocados com a diferença e consequentemente com uma gratidão gigante por estarem estudando a pura forma de Pilates, é unanime!

 

​Adicionalmente, penso que muitas pessoas que desejam sinceramente aprender e ensinar Pilates estão sendo de repente enganadas por professores ou escolas que ensinam o que eles também acham que é Pilates, e alunos que por consequência aprendem e igualmente acham que é Pilates. Penso que o que as pessoas querem aprender quando procuram um curso com a palavra Pilates elas querem aprender a Técnica e o que estão recebendo é algo bem diferente. Pilates é um programa de exercício muito profundo e complexo. Já treinei muita gente em mais de 10 anos de profissão e observo que demora mais ou menos 1 ano fazendo Pilates privado 3 vezes por semana para os praticantes se conectarem com o ‘power house‘. Para ser um professor de Pilates então, leva uma vida toda de aprendizagem. Quanto mais aprendemos melhor professores somos. Acho que todos nós devemos ter professores com quem possamos fazer aulas privadas, para continuarmos aprendendo essa técnica tão complexa. Um professor bom seria o que não somente repete movimentos , palavras de Pilates e coreografia, mas sim o que sente o Pilates em seu próprio corpo. Caso contrário, vai estar limitado em ensinar esse Método que é tao lindo, complexo e eficiente.   

       

 

4 – Se o céu existe e quando você chegasse lá encontrasse o Joseph Pilates, o que você gostaria de ouvir dele e falaria pra ele?

 

​(risos) Eu tenho a minha bíblia para me guiar espiritualmente e o Pilates para me guiar fisicamente, mas eu entendo a sua pergunta 🙂 . Primeiramente eu falaria que é uma honra em conhecê-lo… Segundo, sinceramente penso que o Joe se sentiria orgulhoso do meu trabalho. Eu não adiciono ou tiro nada do que aprendi e que foi passado pelas mãos da Romana para mim. Eu ensino exatamente o que eu aprendi, e acredito que dessa forma é completa e perfeita. Pessoalmente eu continuo me aperfeiçoando cada vez mais com os meus professores prediletos, vôo pelo mundo fazendo aulas privadas, Worshops e Conferências para continuar crescendo e aprendendo. Na vida estamos sempre aprendendo e quanto mais eu aprendo mais tenho para dividir o que sei com meus alunos. A vida é uma aprendizagem sem fim!

Alexandra treinando no aparelho Universal Reformer no seu Studio em Durham. Foto: arquivo pessoal.

– Para falar com a Alexandra Bohlinger:

Facebook: True Pilates Durham

Website: http://truepilatesdurhamuk.com/

Até semana que vem!
Myra

The Boomerang, e o que eu entendo sobre Fluidez – por Myra Hirano

The Boomerang é um exercício do Mat Pilates, técnica criada por Joseph Hubertus Pilates. Este é um exercício de nível avançado, que se encontra bem pro final da sequência de seus 34 exercícios descritos em sua única obra sobre o Mat, chamada Return to Life – Through Contrology. 

Bem divertido, porém um pouco complexo, esse é um dos exercícios que mais desafia o controle corporal na minha opinião. Sempre penso que a fluidez, de uma forma geral, vai surgindo na medida em que conseguimos dominar a sequência que estamos executando. Era assim quando eu era bailarina e tinha que decorar uma coreografia. Ela só saia fluida depois que eu tinha domínio de sua sequência e logicamente do meu corpo, dos meus movimentos. Vejo que muitas pessoas confundem o princípio denominado Fluidez no Método Pilates. A maioria acredita que seja definido como um movimento suave, ou seja, fazer o exercício de forma lenta ou ainda movimentos graciosos como de uma bailarina. Eu mesma pensava assim no passado, até conhecer a linha Clássica, que prioriza bastante este princípio e me mostrou uma visão um pouco diferente.

Como já disse aqui no Blog em outro post, não foi o Joseph que denominou estes princípios, eles foram identificados a partir de sua obra e registros como vídeos e fotos existentes e  posteriormente inseridos na didática de ensino da técnica de Pilates.
Hoje, depois de muito estudar, praticar e principalmente assistir este material, entendo que Fluidez seria uma comparação com a bailarina sim, mas não em relação a leveza e graciosidade de seus movimentos e sim comparado à seu domínio e controle corporal. Uma coreografia/sequência realizada de forma contínua, com ligações entre um movimento e outro, sem pausas, sem robotizarmos os movimentos que o nosso corpo nos permite fazer, seria a grande chave para encontrar a Fluidez no Pilates.

O Boomerang é um desafio, pois por si só já é uma coreografia. Ele é a combinação de vários movimentos e trocas de posicionamento do corpo. Podemos até dizer que seria uma combinação dos exercícios The Roll Over with Legs Spread, e uma lembrança do Rolling back, The Neck Pull e do famoso The Teaser, acompanhados de mais alguns elementos. Complexo mesmo, né?
O curioso é que existe uma divergência na execução desse exercício. Independente da linha , Clássica ou Contemporânea, sempre vi e aprendi o exercício Boomerang executado com uma pequena pausa na transição da posição deitada para sentar. Uma pausa na posição 3 da Foto abaixo, que se parece com a postura do The Teaser.

Página do livro Return to Life de Joseph Pilates.

Acontece que ao ver os videos do Joseph Pialtes de uma coletânea de duração de uma hora que eu comprei da elder Mary Bowen, eu me deparei com o Joseph mostrando o exercício Boomerang para um aluno de forma diferente de todas as performances que tinha visto e que me ensinaram até então (Vídeo A). Fui correndo ao Livro Return to Life para checar. E….voilà! Joseph em sua descrição detalhada não menciona qualquer pausa ou alongamento extra na pose de número 3 do livro. Além disso fiquei pensando se não confundiram a foto, que é uma imagem congelada com uma pausa, perdendo assim a fluidez, ou ainda se o Joseph usava as duas formas. Porém a forma documentada só encontrei esta, bem mais fluida, com uma certa ênfase no alongamento da coluna quando atinge a posição sentada (última foto desse exercício no seu livro) e uma troca de pernas bem definida.

Então, cheguei a conclusão de que o que eu conhecia até aquele momento era uma variação (Video B). Exceto em uma lembrança do Workshop do Benjamin Degenhardt, que ouvi e fomos orientados por ele para não pausarmos na passagem e deixarmos o movimento do exercício Boomerang ser mais fluido e contínuo, como seu próprio nome sugeria (aquele brinquedo que vai e volta devido ao seu shape em “V”).

Diante de tudo isso comecei a analisar qual forma me agradava mais dentro da sequência e em qual eu achava mais sentido em relação aos exercícios que o antecediam e aos seus sucessores também.
Observei primeiro os exercícios anterioires. The Boomerang é o 28º da sequência, os 5 exercícios antes dele são de exigência e foco nas extensõs da coluna vertebral. Por outro lado, me parece que o Boomerang veio para abrir uma fase de flexões da coluna e massagem da mesma, através do rolamento da coluna em forma de “C” no chão, acompanhado dos exercícios  The Seal e The Crab.

Fazer o Boomerang da forma que vi o Joseph en persona realizando no vídeo (Vídeo C), e pensando na descrição de seu único livro, fez com que eu achasse mais sentido com relação a sequência e também ir de encontro a um novo foco e principalmente a fluidez, que estava um pouco perdida pra mim ao pararmos na posição de Teaser para alongarmos e mudarmos o foco mais pro abdomem.

Eu fico com essa versão mais fluida, agora me sinto até um boomerang de verdade haha.

E vocês, pilateiros? Qual versão vocês preferem? A do registro em vídeo e livro do Joseph Pilates ou a variação conhecida nos dias de hoje? Vocês acham que ele usava as duas? Deixe um comentário e vamos praticar!

Lembrem-se de somente praticar Pilates sob a orientação de um profissional capacitado. É o seu corpo, a sua saúde. Cuide-se!
Um bom retorno à vida a todos!

Myra

IG: @myrapilates

* Contribuiu para informações sobre o exercício The Boomerang – Tatiana Trivellato (IG: @tatitrivellato. Site: tatianatrivellato.com.br)

Respira, expira, só não pira! – por Myra Hirano

” ‘Squeeze’ every atom of air from your lungs until, they are almost as free of air as is a vacuum”


” ‘Esprema’ cada átomo de ar dos seus pulmões até que eles estejam tão vazios de ar como um vácuo”. 

Joseph Pilates 

Foto: internet.
A Respiração é considerada um dos princípios do Método Pilates, digo considerada pois Joseph Pilates não especificou esse princípios conhecidos atualmente por nós ( respiração, concentração, centro, controle, precisão e fluidez).
Esses princípios foram listados a partir da identificação (interpretação) de seus 2 únicos livros, vídeos e outros materiais existentes. (ISACOWITZ 2011)
Isso me faz entender porque há tanta divergência em relação a técnica da respiração usada nos exercícios de Pilates pelas escolas que existem hoje. Mas de qualquer forma, todas aceitam os princípios como base desse sistema.
Sempre que tenho alguma dúvida em relação a qual forma se aplica melhor, qual escola escolheu a melhor técnica respiratória ou outra particularidade do método, o que devo seguir ou não, recorro a “bíblia” rsrs Return to Life Through Contrology, as palavras do Sr Pilates, ninguém melhor do que o criador para me guiar.
Assim como qualquer “bíblia” acredito que se possa também interpreta-la de diversas formas, dependendo da pessoa que está lendo, e de alguma maneira outras coisas/idéias podem influenciar essa interpretação. De qualquer jeito, Pilates é prática ( e também ciência, claro), e na maioria das vezes encontro a resposta é praticando mesmo.
Analizando a obra de Joseph Pilates vemos que a prioridade é respirar! Não importa se você vai fazer pelo nariz, ou pela boca, se vai expandir um lado, depois o outro, se vai ins ou se tem que ex em um exato momento….. Enfim, Joseph descreve muito bem o mais importante (pensando na ciência), expire (coloque o ar para fora) o máximo que você conseguir, respire e sinta o ar fresco (inclusive ele até compara que a sensação deve ser como se você estivesse respirando aquele ar puro lá no topo de uma montanha). Além disso, ele alerta da importância de uma respiração consciente, fazendo com que nós respiremos para que nosso corpo aproveite o máximo das trocas gasosas. Entra oxigênio, elimina dióxido de carbono. Quanto mais ar, mais oxigênio é carreado para as células do nosso corpo todo, logo ele funcionará melhor, o internal shower (um espécie de banho interno, dizia o Joe ).

 

Imagem ilustrando os pulmões e em destaque os alvéolos pulmonares e os vasos sanguíneos. Imagem: internet.
 

No livro também encontramos um parágrafo em que ele pede que nós (os praticantes) devemos levar a atenção para a respiração ao fazer os exercícios de enrolar e desenrolar a coluna, como no The Roll Up, por exemplo. Fiz isso e percebi que há uma conexão incrível com a respiração no que diz respeito a mobilização da caixa torácica e a conexão com a nossa coluna vertebral, até porque anatomicamente já faz sentido.

A respiração funciona como um combustível para o nosso corpo, e podemos pensar que ela também é um combustível para o que nós chamamos em Pilates de Powerhouse.

Região que chamamos de powerhouse composta por todos os músculos desta área. Foto: internet.
Imagem do powerhouse como se fosse uma sanfona e um corselet associado a respiração. Imagem: internet.
Joseph também faz relação da respiração com o coração, o que também faz muito sentido já que fisiologicamente a troca gasosa acontece através dos pulmões e da circulação sanguínea, acontecendo diferentes pressões, trabalhamos o sistema podendo acalmar as emoções e até ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. O Hundred por exemplo é um exercício com foco na respiração, fluida , completa, e ponto! (Fiz um post sobre este exercício, já leram?).

O que eu quero dizer com tudo isso é que em momento algum Joseph escolhe algum tipo de respiração específico ou menciona se você deve inspirar antes de começar, ou expirar na força, ou ainda fazer barulho ou não… Ele fala, e muito bem, sobre a importância de respirar livre, completo e consciente, “ar para dentro, ar para fora”.

Ao chegar nas páginas de Return to Life em que ele descreve cada exercício, observei uma coisa em comum nos 34 exercícios, ele não fala de respirar antes de começar, apenas quando ele descreve o primeiro ou o segundo movimento. Outra palavra que está presente em todos os exercícios é SLOWLY (lentamente), seja expirar ou inspirar ele coloca em caixa alta, inclusive. Ou seja, respire consciente, devagar, preste atenção na respiração.

Além disso, dos 34, apenas 1 exercício ele começa com a expiração. Todos ele menciona com uma inspiração primeiro, mas também nem sempre no primeiro movimento. As vezes a respiração vem mencionada no meio do exercício, exceto um único, o exercício The One Leg Circle, que ele começa pedindo uma expiração antes de ins, será que tem um porquê? O que vocês acham?
A meu ver não existe uma receita de bolo para a respiração no Método Pilates, e não só porque seu criador não a especificou, mas porque na prática entendo que o mais importante é ter fluidez e consciência no que diz respeito a respirar completamente, respirarmos e principalmente expirarmos o máximo que conseguirmos, através de uma respiração calma, natural e consciente, expandindo e conectando , dando ritmo ao movimento que o nosso corpo está executando.
Atualmente sabemos que uma respiração lateral, chamada intercostal, ajuda a manter a contração abdominal enquanto estamos fazendo força, nos exercitando, como em Pilates por exemplo. Mas nem sempre o foco de um exercício do Método Pilates é a região abdominal. Isso me faz concluir que nem sempre precisaremos desse tipo de respiração e mais uma vez entender que não existe receita certa a seguir.
Existem inúmeras técnicas de respirar, principalmente nas atividades orientais como Yoga, Tai chi chuan, Chi kung, Lian kung, artes marciais em geral… Na Fisioterapia, técnicas como RPG, tem importância específica e muitas vezes ligação muscular para direcionar um tratamento da postura. Energia vital, chakra, tratamento de reabilitação, todos tem seus benefícios dentro de seus porquês.
O importante em Pilates é respirar, ou melhor, expirar!  Existem até exercícios que dão mais foco na respiração como o hundred e o breathing do Cadillac, mas são bem poucos! Até um acessório chamado Breath-a-cizor para ajudar a controlar a saída de ar ( máximo que conseguimos expirar) foi criado por Joseph, mas não era uma prioridade usar em todas as aulas, era apenas um exercício para se conscientizar da utilização da expiração máxima, um educativo. Pense que se você ficar preso aonde deve puxar o ar, onde deve soltar, acabará perdendo a fluidez, o fluxo e a própria consciência corporal.

Deixe a respiração ser mais livre através do movimento fluido e tente conectar o seu corpo através dos exercícios. Acima de tudo, nunca perca a fluidez! Boa prática e reflexão pra vocês!

Breath-a-cizor, acessório criado por Joseph Pilates para ajudar a expirar completamente, “expulsando” os poluentes e abrindo espaços não utilizados normalmente pelos pulmões. Foto: internet.
“Ar para dentro, ar para fora.” Joseph Pilates

 

Figura do livro Your Health de Joseph Pilates, no capítulo em que ele fala sobre a importância da atividade física na postura, respiração completa e na qualidade de vida das crianças. “Primeiro, eduque a criança” disse ele.
 

Um bom retorno à vida para todos!
Myra

Instagram: @myrapilates
*Contribuiu para informações sobre o Breath-a-cizor: Fernando Albernaz (IG:@pilatesmais)

*Pilates Anatomy, ISACOWITZ Rael, Human Kinetics, 2011

“Rollings” – por Myra Hirano

O Método Pilates é super conhecido como uma técnica para melhorar a postura. Sim, isso é verdade, dentre outros benefícios, seus exercícios proporcionam o fortalecimento da musculatura corporal. Porém, mais do que isso, o objetivo principal de todo o Método é você adquirir o controle sobre o seu próprio corpo e nāo estou falando de exercícios de equilíbrio ou específicos de propiocepçāo. Vem comigo entender. 😉

Hoje vou falar de 4 exercícios do Mat Pilates que chamo de “Rollings“. Eles exigem bastante controle para serem executados e fazem com que com a prática dos mesmos , possamos alcançar esse grande benefício e outros muito importantes. 
A sequência criada por Joseph Pilates, como já disse em outros posts por aqui, é corretiva e coerente. Sāo oficialmente 34 exercícios, descritos em sua única obra Return to Life Through Contrology, contendo descriçōes em detalhes com fotos do própio Joseph. A sequência exige que você atinja um refinamento de seus movimentos e uma exige uma contraçāo profunda e controlada para que você consiga executar corretamente. Passando por movimentos em todos os planos, a nossa coluna vertebral precisa nāo só de fortalecimento , mas também de mobilizaçāo. Pilates exige que você seja capaz de coordenar o seu corpo e as diversas direçōes que ele consegue se mover, principalmente através dos movimentos da coluna.
 

Eu com uma cópia original do livro Return To Life Through Contrology de Joseph Pilates e assinado pelo próprio Joseph. Hoje essa cópia pertence ao querido Benjamin Degenhardt, grande Instrutor, educador e estudioso do Método.

O trabalho que chamamos de articular a coluna vertebral é um dos diferenciais no Método Pilates. Nos preocupamos em tentar mobilizar a coluna inteira vértebra por vértebra, sem esquecer de nenhuma , com precisāo de movimento. Muitas pessoas tem falta de flexibildade na regiāo lombar e no quadril, a lombar é a parte baixa da coluna que sofre uma carga grande no nosso dia-a-dia e outras pessoas também nao têm boa mobilidade nela.

Ter uma coluna forte é super importante e na sequência do Mat Pilates existem muitos movimentos de extensāo da coluna como o Spine Strech, Saw, os “Kicks” e o Swan, mas hoje nāo falaremos desses.
A nossa coluna também precisa se movimentar e se move em todas as direçōes no nosso dia-a-dia. Para isso, a sequência do Pilates no Solo de Joseph conta com exercícios que fortalecem a regiāo abdominal, mobilizam e massageiam a nossa coluna de forma desafiadora e divertida.
Lembrem-se de fazer os exercícios sob a orientaçāo de um profissional capacitado para ensinar o método Pilates.
Sāo eles os “Rollings“:

1- Rolling Back, mais conhecido como Rolling Like a Ball (é o 5° exercício da sequência).
Rolar para frente e para trás como se fosse uma bola. Basicamente é esse o exercício (foto 1) . Ele requer força da cadeia anterior do nosso corpo e muito controle para manter o shape de uma bola. É uma forma super divertida , na qual lembramos de brincadeiras que fazíamos quando éramos crianças, super lúdico, porém difícil de executar com eficiência. Ao rolar para o chāo e retornar, a coluna toda recebe uma massagem e você tenta controlar as suas articulaçōes através dos músculos que flexionam o corpo e os que estabilizam também. Além desses benefícios, na sequência ele é o primeiro de “rolar” e notamos que ele já esta preparando o nosso corpo para o que esta por vir. Toda a sequência tem uma coerência e cada exercício uma razāo para estar naquela posiçāo, por isso , a importância de respeitá-la.

Foto 1: Rolling Back ou Rolling Like a Ball. Fonte: internet

2 – Rocker with Open Legs é o 9º exercício da sequência (ou Open Leg Rocker).
Ainda rolando nossa coluna no chāo pra lá e pra cá, esse exercício é ainda mais desafiador, pois devemos aqui manter as pernas em uma posicao de “v” (foto 2), que requer um super alongamento dos extensores do quadril e fortalecimento do joelho (nao vale se ajudar com as pernas, a força para achar o equilíbrio vem do nosso powerhouse). Promove também uma massagem maravilhosa na coluna, principalmente alongando a parte baixa, a famosa lombar. Gosto de ver como esse exercício me prepara para fazer um bom Teaser e um Control Balance no futuro.

Foto 2: Joseph Pilates em posição de Rocker with Open Legs (Open Leg Rocker) no seu Studio em NY. Foto: IC Rapoport.

3 – Seal (foca)
Por ser o 30° exercicio da série do Mat Pilates, podemos observar que já passamos por 29 e que esse é sem nenhuma dúvida mais difícil de controlar. (foto 3) Batemos os pezinhos como faz a foca, leva por isso o seu nome. E justamente por causa de 2 batidinhas, ele fica muito desafiador e ainda mais divertido. Eu adoro a idéia desse exercício vir logo após o Boomerang, pois ambos sāo mais ativos, fluidos e tem foco na flexāo do tronco, ele estāo logo após uma série de exercícios que trabalham justamente o oposto, a extensāo da coluna. Quem afirma que o Método Pilates Clássico é pobre em extensōes, deveria se ater à obra do criador antes de mencionar tal inverdade. Mas hoje vamos focar na flexao.

Foto 3: Página do livro Return to Life Through Contrology de Joseph Pilates mostrando passo-a-passo em fotos do mesmo sobre o exercício Seal.

 
4 – The Crab
Ele vem logo após o seal e tem um plus especial. Ficamos com as pernas cruzadas e ao voltarmos do chāo, fazemos um pequena pausa para uma posiçāo sobre os joelhos e apoiamos a cabeça no chāo ( com todo o cuidado e instruçāo correta que existe para tal) e nos beneficiamos de um super alongamento extra (foto 4). E desse o que acho especial em relacāo a sequência é seu proximo exercício, o rocking, que vem na hora certa fazendo o movimento exatamente oposto destes “rollings”. Uma linda e completa extensāo de toda a cadeia posterior proporcionando as devidas descompensaçōes e tornando a sequência de Joseph rica, completa e dinâmica!

Foto 4: Niedra Gabriel no plus do Crab para o portal americano de aulas on-line Pilates Anytime. Foto: internet.

 
Vale lembrar mais uma vez , que estes e todos os exercícios devem ser ensinados e orientados ao praticante por um instrutor capacitado na Técnica de Pilates. Somente ele sera capaz de identificar quais e se você ira precisar de modificaçōes e principalmente o foco correto que devemos dar. É o seu corpo, a sua saúde!

O meu objetivo hoje foi analizarmos esses exercícios de rolar que existem na sequência do Mat Pilates do livro Return to Life Through Contrology escrito por Joseph Pilates e tentar ao mesmo tempo pensar no quanto dinâmica e naturalmente funcional ela é e benfecia os praticantes de forma diferenciada.

Espero que gostem e adoraria saber o que vocês acharam. Deixe um comentário/dúvida e assim podemos trocar mais nossas experiências.

Um bom retorno à vida a todos!
Myra
IG: @myrapilates

Pilates-Baby-Arm-Chair – por Myra Hirano

Muitos conhecem “de vista” ou ouviram falar, alguns já fizeram uma aula nela ( o meu caso), outros nem nunca ouviram dizer e poucos utilizam com frequência. Mas esse aparelho é, apesar de muitas vezes esquecido e subestimado, original do Método Pilates, criado pelo próprio Joseph Pilates , e ainda é um equipamento que na minha opinião divergente, deveria ser um dos essenciais em um Studio quando se trata de Pilates. Eu estou falando de uma de suas Chairs (cadeiras) chamada Baby Chair ou também conhecida como Arm Chair.
Assim como todos os seus aparelhos foram criados, Joseph inventou a Baby Arm Chair (porque não chamá-la assim?:)) como uma máquina de princípio corretivo para o corpo humano. Ela foi desenvolvida para auxiliar o trabalho da parte superior do corpo, com ênfase na restauração do equilíbrio, postura e da força da musculatura da região da cintura escapular, incluindo os braços, a cabeça e o tronco. Mas como todo o Método prioriza, o corpo estará todo conectado e sempre ativo para que os exercícios aconteçam com controle e fluidez.
Eu já tinha assistido algumas aulas, vídeos e visto algumas poucas fotos on-line, mas o meu contato real foi em uma aula privada incrível que fiz da Instrutora Alexandra Bohlinger no True Pilates em Duhram na Inglaterra. Foi amor à primeira vista! Hahaha sim, um dos meus aparelhos prediletos desde então.
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Eu praticando o Hug-a-tree na Baby ou Arm Chair na aula da Alexandra Bohlinger no True Pilates em Duhram, na Inglaterra. Foto: arquivo pessoal.
 A Baby Arm Chair tem duas molas com alças de mãos e medidas geniais que fazem com que o praticante quando sentado, sente da forma correta para atingir os benefícios de balanceamento muscular proporcionados pela técnica de Pilates e ainda auxilia em uma incrível percepção da postura. Isso porque, a parte do encosto desta cadeira pode se mover ou nao de acordo com o exercício. As posturas mais comuns são sentado e de joelhos. Pra mim esse é um diferencial da Baby Arm Chair que nenhum outro aparelho te proporcionará na técnica de Joseph.
 O repertório não é muito extenso, porém valiosíssimo quanto ao trabalho dos braços e da postura, principalmente quando o praticante tem deficiências osteomusculares que o impedem realizar uma boa execução no Mat Pilates, no Reformer ou em qualquer outro aparelho de Pilates.
Sentado nessa posição da foto abaixo, Joseph Pilates está executando, acredito eu, o Salute, exercício do repertório do aparelho Reformer e além deste, muitos dos exercícios como hug a tree , todos os exercícios da série Rowing, sao possiveis de praticar a partir da proposta dessa chair . Quanto à esta, todo praticante deveria fazer essa série na Baby Arm Chair e depois ir para o Reformer, pois as percepções da posição dos ombros e da postura de forma dinâmica sāo bem melhores de alcançar e no futuro tornará mais eficaz a prática dos Rowings no Reformer. Outra parte é o solo que também pode ser representado aqui, o exercicio saw é um exemplo comum, em geral todos são educados de uma forma melhor, é uma opção maravilhosa para iniciantes.
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Joseph Pilates na Arm ou Baby Chair do Metodo Pilates no ano de 1941. Foto: google.
Atingindo um trabalho muito profundo de força, contribui assim para a execução das sequências com mais fluidez pertencentes  aos outros aparelhos. As posições podem variar, também pode ficar na posição de joelhos por exemplo, faz-se a série Kneeling Side Arm do Reformer, exercícios como o Butterfly e o Chest Expansion do Cadillac, dentre outros.
Bom, se você nunca teve contato com a Baby Arm Chair, espero que um dia tenha a oportunidade de conhecer, inclusive a minha experiência, além de eficaz em termos de exercícios e muito resultado positivo me fez entender e achar algumas respostas para dúvidas que eu ainda tinha em relação ao Pilates Clássico, em sua forma plena e original. Tomara que vocês possam aproveitar tanto quanto eu e virarem fãs também.
A Baby Arm Chair funciona como um segundo instrutor ou como um partner nesta “dança” linda e tão intensa denominada Contrologia!
Um bom retorno à vida para todos!
Myra

Instagram: @myrapilates